sexta-feira, 3 de julho de 2015

Em 10 horas, SP acumula mais chuva que todo o mês de julho de 2014


Adriano Vizoni/Folhapress
Pedestres se protegem da chuva na região central de São Paulo
Pedestres se protegem da chuva na região central de São Paulo
Em dez horas, São Paulo já acumula mais chuva do que todo o mês de julho do ano passado, informou o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura, nesta sexta-feira (3).
Segundo o meteorologista do CGE, Adilson Nazário, das 2h até as 12h desta sexta choveu 32,1 mm. O volume acumulado já supera todo o volume registrado em julho de 2014, quando choveu 29,2 mm.
A expectativa, segundo o CGE, é que se tenha chuva acima da média esperada para este mês (47,2 mm). Em 2008, segundo o órgão, São Paulo foi o julho mais seco–não houve registro de chuva. No ano seguinte, o CGE registrou o julho mais chuvoso com 149 mm. Os dados são contabilizados desde 1995.
Uma área de instabilidade vindo do interior do Estado em direção ao litoral paulista e ao Oceano é a responsável pelas fortes pancadas de chuva na cidade, que começou por volta das 2h.
De acordo com o meteorologista Adilson Nazário, do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura, a chuva deve permanecer ao longo do dia com possibilidade de pontos de alagamentos na cidade e elevação do nível de alguns córregos e rios na Grande São Paulo.
Apesar de intensa, a chuva desta sexta atinge somente parte da região da cabeceira do sistema Cantareira, o maior da Grande São Paulo e em situação mais crítica. Segundo o meteorologista, a chuva é mais predominante na zona oeste e sul da Grande São Paulo e se desloca para o litoral paulista. Nazário destaca ainda que a chuva beneficiou os demais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo.
Editoria de Arte/Folhapress
A temperatura máxima não deve ultrapassar os 19°C. Nos próximos dias, a propagação de áreas de instabilidade mantém o tempo instável com nebulosidade e chuvas mais significativas, o que deve ajudar a amenizar um pouco a estiagem na região metropolitana de São Paulo. No sábado (4) chove moderadamente e mantém as temperaturas baixas: a mínima deve ficar em torno dos 14ºC e a máxima não ultrapassa os 18ºC.
Já no domingo (5), segundo o meteorologista, uma massa de ar frio e seca de origem polar provoca queda nas temperaturas, principalmente durante a madrugada, quando os termômetros devem registrar média de 10ºC.

Reprodução
Clique no mapa e confira o radar da chuva
Clique no mapa e confira em tempo real o radar da chuva
TRANSPORTES
Às 14h, as linhas 3-vermelha e 2-verde do Metrô circulavam com velocidade reduzida e maior intervalo devido à chuva. As linhas da CTPM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) funcionam normalmente.
ALAGAMENTOS
A chuva que atinge a região metropolitana de São Paulo deixou a capital paulista em estado de atenção das 6h até as 12h25.
Ela também causa congestionamento e alagamentos em vários pontos da cidade. Às 15h40, a cidade já havia registrado 20 pontos de alagamentos –5 pontos ainda continuam ativos.
São eles: na pista central da marginal Tietê, sentido Castello Branco, próximo à ponte Governador Orestes Quércia, conhecida como Estaiadinha; na avenida Inajar de Souza, sentido Freguesia do Ó, próximo à rua Edmundo Krug (zona norte); na rua do Glicério, próximo à rua Oscar Cintra Godinho; na avenida Vital Brasil, sentido centro, próximo à avenida Francisco Morato (zona oeste); e na avenida Nossa Senhora do Sabará, sentido centro, próximo à avenida Interlagos (zona sul) Todos os pontos são transitáveis.
ACIDENTES
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a chuva também causou acidentes e deixou o trânsito acima da média durante o período da manhã.
Às 10h30, a CET registrou pico de congestionamento: 127 km de lentidão –o que corresponde a 14,6% dos 868 km vias monitoradas. O índice para o horário é de 12%.
Às 14h, o sistema de monitoramento da CET apontou apenas 59 km de congestionamento nos 868 km de vias monitoradas no município –o equivalente a 6,8% deixando o índice acima da média para o horário (4,7%). A pior região é a zona oeste com 27 km de morosidade.
Um engavetamento envolvendo seis caminhões interditou duas das quatro faixas da pista expressa da marginal Tietê, no sentido da rodovia Castello Branco, próximo à ponte da Casa Verde, na zona norte de São Paulo por volta das 5h.
Segundo a CET, por volta das 7h50, as faixas foram liberadas para os motoristas, mas ainda havia 12 km de lentidão, que se estendia da ponte da Casa Verde até a ponte Imigrante Nordestina, na zona leste da capital paulista. Não houve feridos.
Um outro acidente foi registrado no viaduto Grande São Paulo, sentido Vila Prudente. Um caminhão tombou e interditou uma das faixas, que foi liberada no final da manhã.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mais de 500 mortos devido ao calor na Índia

Instituto de meteorologia indiano já avisou que a onda de calor deverá manter-se nos próximos dias

Por: Redação / SS    |   há 1 hora
Mais de 500 pessoas terão morrido na Índia, devido às temperaturas muito elevadas que se têm feito sentir e que em várias regiões do país atingiram perto de 50 graus.

Em Allahabad, no norte do território indiano, os termómetros atingiram no domingo os 47.7 graus e na capital, Deli, foi registada uma temperatura recorde de 43.5 graus.

Em Kolkata, os taxistas já recusaram trabalhar entre as 11:00 e as 16:00 depois de um condutor ter morrido dentro do automóvel devido ao calor. 

No entanto, a maioria das mortes terá ocorrido no sul do país. As autoridades locais já anunciaram que vão pagar cerca de 1400 euros aos familiares das vítimas mortais. Nesta região, as ruas e os mercados têm estado desertos nos últimos dias por causa do intenso calor.

O instituto de meteorologia indiano já avisou que a onda de calor deverá manter-se nos próximos dias e prolongar-se pelo menos até ao fim do mês. Por isso, o instituo informou que as pessoas devem tomar medidas, nomeadamente evitar sair à rua e beber muita água.
“Está muito calor e o calor vai continuar. As pessoas devem permanecer dentro de edifícios e beber muita água”, informou Devendra Sharma, um porta-voz do serviço meteorológico indiano.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Março foi o mês mais quente desde 1880

Altaf Qadri/AP
  • Pássaro é avistado no topo de uma árvore seca em Nova Déli, na Índia Pássaro é avistado no topo de uma árvore seca em Nova Déli, na Índia
O mês de março de 2015 foi o mês mais quente em todo o mundo desde que o registro da temperatura começou a ser feito em 1880, e o primeiro dos três meses de 2015 que também estabeleceu um novo recorde de calor, informaram os cientistas americanos nesta sexta-feira (17).

"Durante março, a temperatura média nas superfícies terrestres e oceânicas foi 0,85 graus Celsius superior à média do século 20", assinala o relatório da Administração Oceânica e Atmosférica americana (NOAA).

"Esse é recorde de calor para a março nos registros entre 1880 e 2015, superando o recorde anterior de 2010, que foi de 0,05 Celsius", afirma o estudo.

Ampliar

Nasa registra o que o aquecimento global já fez no meio ambiente 11 fotos

1 / 11
As transformações no meio ambiente causadas pelas mudanças climáticas são registradas em um banco de imagens da Nasa. As imagens foram, em geral, tiradas na mesma época do ano, respeitando as estações. A paisagem da geleira Muir, no Alasca (EUA), foi registrada à esquerda no ano de 1882 e à direita mais de um século mais tarde, em agosto de 2005 1882/G.D. Hazard; 2005/Bruce F. Molnia/World Data Center for Glaciology

Veja também

domingo, 22 de março de 2015


Brasil celebra o dia de água submerso em uma severa crise hídrica

22 MAR201511h56
atualizado às 11h56


O Brasil se envolveu neste domingo nas celebrações do Dia Mundial da Água enquanto o sudeste do país atravessa uma das piores crises hídricas de sua história e que tem como principal foco o estado de São Paulo.
Diferentes atos foram organizados durante o dia todo na capital paulista para conscientizar a população sobre a importância de água e reivindicar ao governo de São Paulo mais transparência frente à crise hídrica que o estado atravessa.
Os atos marcados para este domingo acentuam a situação paradoxal que se apoderou da vida de milhões de brasileiros, alguns dos quais sofrem com racionamento de água, enquanto sentem os estragos das inundações causadas pelas chuvas de verão em São Paulo.
"Neste momento em que o Brasil se mobiliza pelos escândalos de corrupção e os problemas na economia, é importante que a questão de água não seja posta em um segundo plano", afirmou em comunicado Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água, grupo que reúne mais de 40 organizações da sociedade civil.
Conferências com especialistas, exposições, debates, seminários e passeatas foram convocadas pela Aliança pela Água para aprofundar a compreensão dos cidadãos sobre a crise hídrica.
Os especialistas atribuem a crise hídrica a uma falta de gestão por parte do governo regional, que começou a ser visível no ano passado, quando uma seca afetou São Paulo e outros estados do sudeste do país.
A situação hídrica levou o governo de São Paulo a adotar medidas como benefícios para quem economize no consumo de água, multas por desperdício ou aumento não justificado de seu uso e redução na pressão.
Esta conjuntura deixou alguns bairros com falta de abastecimento inclusive até por 19 horas por dia e provocou continuados protestos na sociedade, que denunciaram os descontos na conta de água dos que supostamente se beneficiaram mais de 500 grandes empresas.
Mas além de São Paulo, os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde se concentra a maioria das indústrias brasileiras, também estão sentindo as consequências da crise hídrica.
Dado que a principal fonte é a hidrelétrica, alguns setores da indústria brasileira mostraram preocupação perante o temor de um possível racionamento energético, uma hipótese que por enquanto é descartada pelas autoridades.
As precipitações dos últimos meses deram um empurrão aos principais açudes do estado de São Paulo, mas apesar das intensas chuvas, os reservatórios seguem nos mínimos históricos.
O sistema da Cantareira, o maior de São Paulo e responsável pela provisão de água para 6,5 milhões de pessoas -um terço da região metropolitana- registrou o verão mais chuvoso desde 2011, embora siga operando com 16,5% de sua reserva técnica, considerada como "volume morto".
Esta situação fez saltar os alarmes perante a entrada de outono e o fim da estação chuvosa, que não voltará até outubro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Memória do clima será recuperada pelo MMA em arquivo digitalizado


Reprodução

Futuro arquivo: pesquisa simplificada

Projeto incluirá chuvas e estiagens no Brasil desde o século XIX


Por: Lucas Tolentino - Edição: Marco Moreira

Estudada de maneira histórica pelas autoridades brasileiras, a previsão do tempo entrou como aliada nas medidas de combate e adaptação ao aquecimento global. Informações sobre secas, tempestades e outros eventos climáticos ocorridos no país desde o século XIX serão recuperados com a conclusão, prevista para este ano, de ação financiada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Mais de R$ 6 milhões foram investidos, por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), no projeto do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A iniciativa inclui a digitalização, conversão, importação e armazenamento em formato digital no banco de dados do órgão federal.

PAPÉIS

Ao todo, 12 milhões de documentos com dados meteorológicos desde o fim dos anos 1800 fazem parte do acervo do INMET. Como se encontram em papéis amarelados, os arquivos não podem ser usados, atualmente, para estudos climáticos e de frequência de fenômenos e desastres naturais de natureza atmosférica.

O armazenamento dos dados em um centro de documentação centralizado garantirá a segurança e a integração da memória do clima do Brasil. Além disso, a migração para o banco de dados já existente facilitará as consultas e o intercâmbio de informações com os setores acadêmicos, públicos e privados de maneira mais rápida e eficaz.

CURIOSIDADE

Apesar de o INMET ter sido criado em 1909, os primeiros registros das condições meteorológicas no país remontam ao fim do século XIX. Esses documentos históricos foram produzidos em diversos formatos de papel, que vão de livros e cadernetas até formulários de registradores. Neles, eram inseridas informações numéricas pontuais, resultantes da coleta de dados realizadas por um observador ou registros contínuos por equipamentos mecânicos.

Além da dificuldade de acesso, o manuseio rotineiro dos arquivos provoca a perda de resistência e o envelhecimento precoce da documentação. Para que possam ser digitalizados, os livros e cadernetas foram armazenados, em caráter transitório, em um galpão na sede do INMET, em Brasília.

SAIBA MAIS

Pioneiro no apoio a pesquisas e programas de mitigação e adaptação, o Fundo Clima é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Com natureza contábil e vinculado ao MMA, é administrado por um comitê formado por representantes de órgãos federais, da sociedade civil, do terceiro setor, dos estados e dos municípios.

Apesar de considerado um fenômeno natural, o efeito estufa se intensificou nas últimas décadas, acarretando mudanças climáticas. Essas alterações resultam do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias é consequência de atividades humanas como o transporte urbano, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

MS: Número de vítimas de temporais cresceu 167% em dois anos no Estado

Kleber Clajus
Durante reunião, governador se comprometeu a ampliar abrangência da Defesa Civil (Foto: Chico Ribeiro / Notícias MS)Durante reunião, governador se comprometeu a ampliar abrangência da Defesa Civil (Foto: Chico Ribeiro / Notícias MS)
O número de vítimas de desastres naturais aumentou 167,14%, nos últimos dois anos, em Mato Grosso do Sul. A Defesa Civil apresentou ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta quinta-feira (5), dados que integram início do trabalho de mapeamento das áreas de risco no Estado. O encontrou ocorreu no gabinete da governadoria.
Enquanto o número de pessoas afetadas por temporais e vendavais elevou-se de 80 mil para 213.713 no período, a quantidade de desalojados foi a que mais recuou de 4.599 para 861 (81,27%), seguida dos desabrigados de 873 para 334 (61,74%).
Ao todo, 11 mortes foram registradas por ano, incluindo duas durante inundação no município de Bela Vista, em 2013, além de naufrágio ocorrido em Porto Murtinho no ano seguinte.
Conforme o balanço apresentado pelo coordenador da Defesa Civil, coronel Isaías Ferreira Bittencourt, as principais áreas de risco estão concentradas em populações ribeirinhas no Pantanal e região sul que possui maior incidência de chuva de granizo.
Reinaldo Azambuja declarou, por sua assessoria de imprensa, que pretende implantar almoxarifados para equipamentos utilizados em emergências, kits de primeiros socorros, roupas, alimentos e colchões nas 44 unidades da Defesa Civil ativas no Estado, além de expandir sua atuação.
Também participou do encontro o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula.




sábado, 1 de março de 2014

Governo anuncia aumento no salário de cubanos do Mais Médicos
Paula Laboissière - Agência Brasil28.02.2014 - 13h36 | Atualizado em 28.02.2014 - 17h39
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou hoje (28) um reajuste salarial de 25% para os profissionais cubanos que trabalham no Brasil por meio do Programa Mais Médicos. A partir de março, eles vão passar a receber US$ 1.245.
O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.
INCORPORAR:
Segundo Chioro, a negociação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e com o governo cubano para estabelecer o reajuste salarial já estava em andamento quando ele assumiu o comando da pasta, no início do mês de fevereiro. Houve, de acordo com o ministro, uma determinação da presidenta Dilma Rousseff para que o valor pago aos profissionais cubanos fosse revisto.
Chioro fez questão de ressaltar que não houve aumento dos valores repassados pelo governo brasileiro pela cooperação internacional. “Não vamos gastar um centavo a mais. Vamos continuar pagando o mesmo valor”, disse. O que houve, segundo ele, foi uma alteração nos valores acordados no contrato com o governo cubano.
Chioro rebateu a ideia de que o anúncio do reajuste seria uma resposta à pressão de médicos cubanos como Ramona Rodríguez, que abandonou o programa. “Não há, da nossa parte, nenhuma questão que envolva diretamente pressão dos próprios médicos cubanos, muito menos daquela profissional. Não é o que nos mobiliza. O que nos mobiliza é a necessidade de aprimorar.”
Atualmente, 7,4 mil médicos cubanos atuam no Brasil por meio do Mais Médicos.
Editor: Lílian Beraldo
Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0